terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A infelicidade bate a porta

 O telefone soou repentina e insistentemente. O desagradável ruído misturou-se com aos demais sons de vozes, gritos e zumbido da máquina de telex. Na delegacia, o clima era de tensão e medo, eles não tinham tempo para mais um caso! A ameaça de uma invasão pairava no ar como um aviso sombrio.
 - Alô? - atendeu Carla
 - Quem fala? - perguntou a voz
 - Meu nome é Carla Muniz.
 - A senhora é irmã de Diego Muniz?
 - Sim, o que aconteceu com ele?
 - Eu lamento dizer, - Carla fica com lágrimas nos olhos - ele morreu com um tiro na cabeça e dois no coração, seu enterro vai acontecer no dia 25/03 - Carla começa a chorar.
 - Ah, muito obrigada por me informar - Ela desliga o telefone e pede demissão a seu chefe.
  Ela chega em casa vermelha e cansada.
 "Daqui a dois dias é o enterro de meu querido irmão", pensa Carla, não conseguindo tirar as imagens de seu irmão caçula e ela brincando quando menores, chorando ainda mais, ela cai no sono.
 No dia do enterro, toda a família de Diego chega, menos Carla. A mãe fica desconfiada, já que ele e sua irmã se amavam tanto! Ela decidiu ir na casa de Carla depois do enterro.
 Em seu quarto, Carla estava dormindo para sempre, segurando um bilhete, nele estava escrito:
" Desculpe-me mamãe, mas não conseguiria viver mais sem ele! Adeus, da sua filha!"

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